Homilia da Santa Missa: Humildade, inveja e a escolha de Deus
Pregador: Padre Adriano Zandoná
Imagina se Deus mandasse uma lepra toda vez que você falasse mal de alguém. A primeira coisa a cair em nós seria a língua!
Quando Deus exalta uma pessoa, é porque essa pessoa tem humildade o bastante para continuar lá em cima, sem pisar nos outros, sem sufocar os outros. Estou falando de quando Deus faz, porque, às vezes, há pessoas que chegam lá em cima por outros meios, não é? Mas quando Deus escolhe exaltar uma pessoa, é porque, no coração dela, há coisas que eu e você não estamos vendo.
Na Igreja Católica, na Canção Nova, eu me admiro com alguns irmãos de comunidade, e eu preciso dizer: há pérolas escondidas.
Usamos o termo “você não dá nada para a pessoa”, mas quando você começa a conviver com ela, descobre uma riqueza de humildade, uma pessoa de oração, uma pessoa modesta, uma pessoa com bons conselhos, uma pessoa que quer o bem do outro.
Você já encontrou pessoas assim?
A gente encontra pessoa ruim, mas também encontra pessoa boa. Na Igreja, há pérolas, há riquezas. Na Canção Nova, há riquezas.
Nem sempre as aparências mostram a verdade
Às vezes, você não dá nada para uma pessoa, e, há outras pessoas de quem você espera tanto, mas quando começa a conviver com ela, não é aquilo que imaginava.
Eu sinto isso quando vou à academia: todo mundo acha que quem tem dois metros tem que levantar duzentos quilos. Aí, chega um grandão e fala: “Mas você é grande!”. Respondo: “Eu sou grande, mas não sou um orangotango”.
Eu uso esse exemplo para dizer que, às vezes, você espera muito de alguém, mas não é aquilo que você imaginava. Deus vê o que você não vê.
Respeitar a escolha de Deus
Quando Deus escolhe um ungido para exaltar, é porque Ele viu que tem humildade naquele coração. E a gente tem que respeitar a escolha de Deus e submeter-se à escolha d’Ele, senão seguimos o caminho de Lúcifer.
Diz a tradição que o demônio, quando soube que teria que servir um Deus feito carne – porque o diabo era um anjo, um espírito perfeito –,ele disse: “Não, eu não vou servir”. Ele deixou de ser um anjo de luz, que era Lúcifer, e tornou-se o diabo e foi expulso do céu.
Então, se você não se submete à escolha de Deus, você entra na mesma dinâmica.
O perigo da comparação
Eu escrevi um livro para vocês, mulheres, e digo com muito respeito: quem leu o livro sabe que eu coloquei psicologia feminina, pesquisas e relatos de mulheres. Não é achismo.
Pela constituição afetiva e psíquica da mulher, existe uma sensibilidade emocional maior e uma tendência maior à comparação. Isso é psicologia. E o problema é que a inveja nasce, muitas vezes, da comparação.
A gente se compara:
“Fulana tem mais atenção.”
“Fulana tem o cabelo de tal jeito.”
“Fulano tem isso, fulano tem aquilo.”
Mas você é único. Você é única.
Deus tem algo único para você
Deus tem coisas lindas para você. E enquanto você fica olhando o que o outro tem e o que você não tem, Deus não dá o que é seu.
Enquanto a gente fica cobiçando o que é do outro e não abre os olhos para aquilo que Deus quer fazer em nós, Ele não pode entregar aquilo que é nosso.
Cada um tem um processo de maturação. Cada um tem um tempo.
Às vezes, você está cobiçando o que o outro recebeu, mas se você recebesse aquilo agora, poderia até destrui-lo.
Um exame de consciência
A graça de Deus age de forma pessoal na vida de cada um. Por isso, o primeiro passo é fazermos um exame de consciência.
Analisemos o nosso coração e arranquemos a inveja pela raiz.
Porque a inveja gera maldade.
A inveja gera fofoca.
A inveja gera amargura.
A inveja gera tristeza.
E Deus quer libertar o nosso coração para que possamos viver aquilo que Ele preparou para cada um de nós.
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