“Sede misericordiosos como vosso pai é misericordioso”

Quinta de Adoração

Foto: Arquivo/cancaonova

“Sede misericordiosos como vosso pai é misericordioso” 

Esse Evangelho nos apresenta a misericórdia como uma ordem. Em Mateus 5 -7, nas bem- aventuranças, o evangelista a apresenta a nós como promessas, então, é preciso exercer a misericórdia. O tempo em que estamos vivendo é propício para exercermos a misericórdia. 

Papa Francisco fala, em uma de suas cartas, sobre a cultura da misericórdia, essa diz de como as coisas são. É a cultura do encontro, do descarte, da misericórdia. A cultura da misericórdia é o encontro  com o outro, é o encontro do ser, daquilo mesmo que somos. O Papa ainda diz: “Não podemos sermos indiferentes ao outro, não podemos virar a cara para o outro. Estar próximo do outro é o mesmo que estar próximo de Cristo”. Querer estar próximo de Cristo exige que estejamos ao lado dos irmãos.  

Hoje, Deus quer que saiamos de nós mesmos para irmos ao encontro do outro. Mas como vou colocar em pratica a cultura da misericórdia? Como vivê-la em um tempo comum? Como vivê-la em um tempo como este de isolamento? Como dentro da nossa realidade podemos realizar as obras de misericórdia? Pode realizar esse amor ao próximo.

O Catecismo da Igreja Católica diz: “As obras de misericórdia são as ações caritativas  pelas quais socorremos o próximo em suas necessidades, corporais e espirituais. Instruir, aconselhar, confortar, consolar, perdoar, suportar com paciência são obras de misericórdia espirituais. E as obras de misericórdia corporal: dar de comer, dar beber, vestir os maltrapilhos, visitar os presos, doentes, moradias, sepultar os mortos”. Dentre estes gestos, o Catecismo da Igreja também diz: “A esmola dada aos pobres é um dos principais testemunhos de obras de misericórdia”.

Somos chamados a exercer a misericórdia

Aqui, na Canção Nova, nós fazemos o “retiro da boa morte”, somos convidados a fazer uma revisão de vida. Somos convidados a retirar os excessos em que colocamos à disposição do outro aquilo que nós não utilizamos mais. Mas não somente em obras materiais, como também em obras espirituais. 

São Tiago 2; 14, nos diz: “A fé se não se traduz em ações, por si só está morta”. A palavra de Deus nos exorta, nos convida a colocar a nossa fé em obras. Nós precisamos a exercer no dia a dia, em obras, e isso se traduz em práticas de amor ao próximo, o Espírito Santo é quem nos inspira.

Visitar os enfermos é uma obra de misericórdia. Fazer-se presença na vida do outro, rezar pelos outros são obras de misericórdia. Fazer doação de sangue, por exemplo, entra dentro das obras de misericórdia. Alimentar os peregrinos, visitar os presos; são meio de viver as obras de misericórdia, contudo, neste tempo que estamos vivendo, ajudar as obras sociais é outro jeito de vivê-la.

O que eu posso fazer? O que o Espírito Santo está me inspirando. Existem vários meios que podemos utilizar como obras de misericórdia. 

Quando rezo por alguém que faleceu, por exemplo, é uma obra de misericórdia, pois nós não estamos presos ao tempo, Deus é atemporal. Nós podemos interceder pelos falecidos, mas também devemos rezar pelos vivos, interceder por nossas autoridades, pela humanidade. 

Instruir os ignorantes, ensinar, ajudar, dar bons conselhos; não somente dar conselho por aquilo que eu acredito, mas aconselhar dentro daquilo que é a moral católica, dentro daquilo que a Igreja nos ensina é obra de misericórdia. 

Corrigir nosso irmão, chama-lo no cantinho, instruí-lo, fazer a correção fraterna. Corrigir o irmão dentro da verdade, tirá-lo do mau caminho, esse é um caminho das obras de misericórdia. 

Perdoar

A atitude e decisão de perdoar não são fáceis, mas Deus nos concede a graça de viver o perdão, Deus nos concede a graça da reconciliação, mesmo não sendo uma atitude fácil. Isso é uma obra de misericórdia. Quando nos perdoamos, nós nos libertamos do mal que aquilo fez em nossa vida. 

Consolar os tristes: estar juntos, se fazer presença, rezar pelo outro, talvez não tenhamos muito o que fazer, mas a atitude de se colocar diante do outro;  a paciência não é dom, é virtude, ela precisa ser exercitada, essas ações são obras de misericórdia , mas só tem sentido por amor a Jesus. 

A misericórdia precisa ser um estilo de vida

 

Papa João Paulo, em sua carta apostólica “Dives in Misericórdia” (30/11/1980), nos diz“A misericórdia para ser autêntica é fruto de conversão. Também para ser autêntica, a misericórdia precisa ser bilateral”. Toda vez que faço um bem, eu preciso saber que o principal beneficiado sou eu. Sempre que faço um bem, eu recebo também. A misericórdia precisa ser um estilo de vida. É isso que gera vinculo, fraternidade e sensibilidade de coração”. 

Que nós possamos viver a misericórdia autêntica, aquela que é fruto do nosso encontro com o Pai, a que está ancorada em Jesus; pois, se não é por amor a Cristo, perde o sentido, perde o valor.  

Que o Senhor nos dê a graça e a inspiração para vivermo a misericórdia, porque é Ele quem vai nos inspirar, mas é também quem nos capacitará para vivermos a misericórdia. 

” Felizes os misericordiosos, porque alcançarão a misericórdia!”

 

 

 

Transcrição e Adaptação: Amanda Carol

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