Devemos buscar a santidade para fechar as brechas

Ironi Spuldaro

Ironi Spuldaro | Foto: Andréia Britta/cancaonova.com

Deus nos chama para o Céu

Deus chamou a todos nós para sermos trigo. Nós não nascemos nas trevas, e Ele nos convida a morar no céu, no entanto, para lá, nós não iremos sem santidade, então, precisamos confessar, ou seja, buscar pelo sacramento da confissão.

O diabo era um anjo, mas tornou-se o pai da desobediência, ele já esteve no Céu, porém foi atirado de lá. Nós somos convidados a trilhar o caminho para o Céu, fazendo a nossa parte, buscando a santidade, contudo o diabo quer nos atrapalhar. Se abrirmos nossos corações para sermos alcançados pela misericórdia de Deus, a graça d’Ele vem em nosso auxílio.

Devemos repreender o demônio na nossa vida

Existem muitas pessoas dizendo que não podemos repreender o demônio na nossa vida, isso é mentira! Pois só aceitamos a influência dele em nossa vida se quisermos. Sempre quando rezarmos por nossa vida, repreendamos o mal pelo poder do Batismo, da Cruz e de Nossa Senhora, pois o nosso nome está escrito no Céu, e temos autoridade para repreendê-lo.

Como pais e mães das nossas casas, pelo sangue, pela genética, Deus nos dá autoridade para repreendermos o mal da vida dos nossos filhos, os demônios não têm poder sobre o nosso lar, porque recebemos a autoridade diretamente do Senhor.

Deus conhece as nossas limitações

Jesus conhece as nossas limitações, as nossas fraquezas e o mal que existe em nós, Ele estende sobre nós a Sua misericórdia. Podemos ver isso no Evangelho de Mateus 11, 28 a 30:

“Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei. Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas. Porque meu jugo é suave e meu peso é leve”.

“Cristo quer nos ajudar, mas nós procuramos por ajuda nos lugares errados” – Ironi Spuldaro – Foto: Andréia Britta/cancaonova.com

Assim é simples perceber que não é para os homens que devemos levar nossos problemas, nossas lágrimas e, principalmente, nossos pecados. Não tardemos a buscar um sacerdote e confessar nossos pecados, não nos afastemos da oração. Cristo quer nos ajudar, mas nós procuramos por ajuda nos lugares errados.

Seguir o exemplo de Cristo

Só na busca pela santidade, conseguiremos fechar as brechas em nossa vida, brechas pelas quais o inimigo investe sobre nós, mas o Senhor nos reveste para suportarmos as tentações deste mundo. A Cruz é o caminho da santidade, o exemplo de Cristo deve ser o nosso alvo.

Sim, muitas vezes, Deus permite que sejamos tentados para nos amadurecer, como aconteceu com o próprio Jesus, descrito no Evangelho de Mateus 4, 1 a 4:

“Em seguida, Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto para ser tentado pelo demônio. Jejuou quarenta dias e quarenta noites. Depois, teve fome. O tentador aproximou-se d’Ele e lhe disse: “Se és Filho de Deus, ordena que estas pedras se tornem pães”. Jesus respondeu: “Está escrito: Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Dt 8,3)”.

Somos vítimas de uma natureza pecadora

Nós, enquanto simples homens e mulheres, cheios de uma natureza pecadora, somos vítimas da nossa própria vontade de pecar, conforme está escrito em Tiago 1,13-14:

“Ninguém, quando for tentado, diga: “É Deus quem me tenta”. Deus é inacessível ao mal e não tenta a ninguém. Cada um é tentado pela sua própria concupiscência, que o atrai e alicia”.

Nossos pecados são frutos do nosso consentimento ao mal, pois ser tentado não é pecar. Jesus foi tentado, mas não cedeu à tentação, nos mostrando que é possível superar a natureza humana e viver a santidade.

Nunca somos santos demais

Há inúmeras tentações que afligem nossa vida. Infelizmente, uma das mais perigosas é a de “se achar” muito conhecedor da Palavra de Deus e, ainda, “se achar” preparado para fazer a obra d’Ele, “se achar” muito santo. Nunca devemos ceder a essa tentação, e sim entender que precisamos aprender e nos aprofundar mais e mais.

Hoje, peçamos a Deus que Ele nos livre do mal, dando-nos a graça de reconhecermos a nossa pequenez e carência de misericórdia. Que reconheçamos que precisamos buscar a santidade para que ela revista a nossa vida e, se queremos fazer a obra de Deus, nunca pensemos ser santos ou conhecedores demais da Palavra e da Doutrina.

Transcrito e adaptado por Jonatas Passos

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